“Nós dois nunca seríamos o tipo de casal que se encaixa nos padrões dos típicos casais. Nós nunca faríamos piquenique, nem nos beijaríamos debaixo d’água e, muito menos, passaríamos dois dias sem brigar. Nós sempre teríamos o nosso modo de ver a vida. Tão apaixonados, tão ciumentos, tão orgulhosos, tão teimosos. E tão, mas tão bobos, que qualquer pessoa poderia nos confundir com duas crianças de sete anos. E, de verdade, eu nunca ligaria. Sempre amaria esse nosso jeito de enxergar as coisas, sempre amaria você. Sempre gostaria de ser mais sua amiga do que sua amante. Sempre adoraria as gargalhadas que nós daríamos juntos e, também, as piadas que adoraríamos contar para nossos amigos. Clichê né? Eu sei, mas não ligo. Eu sei que você também amaria essas coisas, sempre me amaria. E por mais que muitos nos julgassem de forma errada, eu sei que o modo como escreveríamos a nossa história seria uma das melhores. Escreveríamos nossa história com caneta permanente, escreveríamos sem que um corretivo nos espere, escreveríamos com sorrisos ou lágrimas. E eu gostaria de escrever desse jeito. Eu gostaria de sentir a minha mão sendo coberta pela sua pele macia, as minhas bochechas sendo beijadas pelo seus lábios delicados, e as batidas do meu coração sendo confundidas com os batuques de uma escola de samba sempre que você chegasse perto e desse aquele seu sorriso. Eu gostaria do que você despertaria em mim. Eu gostaria de te ter ao meu lado.
Você seria um cara que saberia conversar sobre futebol, sentimentos e sustentabilidade. Se importaria comigo e com todo o restante do mundo. Você tentaria passar uma imagem egocêntrica, mas que mostraria somente a mim a sua verdadeira essência. Seria do tipo que me protegeria das tempestades e do Sol forte. Que me abraçaria sem medo de pegar meu resfriado. Seria o tipo de cara que usa aqueles agasalhos largos, para que quando eu os vestir, fiquem parecendo vestidos em mim. Seria um cara que pegaria no colo, me levaria pro quarto, me diria que sonha em formar uma família comigo […]
Um cara que me ajudaria a fechar o zíper do meu vestido, depois de várias tentativas para tirá-lo e jogá-lo no chão, do lado da nossa cama. Seria um cara que saberia a hora de assumir os erros. Que saberia deixar o orgulho de lado para correr atrás de quem ama. Seria o cara que eu poderia jogar no sofá e fazer cócegas sem que ele reclame. Que eu poderia fazer qualquer coisa para nosso jantar e não iria reclamar. Um cara que me apresentaria aos amigos, que não me trocaria por uma noite de farra, que entenderia os meus dias sensíveis, respeitaria o meu mau humor, e me ajudaria a sorrir mesmo nesses dias. Um cara que risse com as minhas piadas velhas e que ache o meu tom irônico estupidamente delicioso. Que saberia a hora de rir dos meus tombos e a hora de me ajudar a levantar dos mesmos. Um cara que colheria flores de qualquer jardim só para me agradar. Que saberia fazer bolo de chocolate e miojo. Um cara que me abraçaria durante o filme de terror, e que me jogaria almofadas durante o de comédia. Um cara que saberia me provocar, que saberia tocar cada parte do meu corpo. Você seria um cara que me beijaria toda noite antes de dormir, e que logo pela manhã me acordaria com beijos pelo corpo.
Um cara que saberia as minhas preferências com relação à bombons, cores, músicas e escritores. Ah, você souber tocar violão, melhor ainda. Um cara que ouviria uma música e me imaginaria no mesmo momento. Que sorriria ao ouvir alguém falando meu nome. Que sintiria ciúme de mim, que saberia enxugar uma lágrima, que me emprestaria seu ombro para que eu deite minha cabeça. Um cara que me levaria para olhar as estrelas, que me passaria segurança encaixando sua mão na minha. Você seria um cara que me mostraria suas fotografias antigas e que, ao ver as minhas, elogiaria as minhas bochechas salientes.
Um cara que não me deixaria esquecer o motivo pelo qual me apaixonei por ele. Que não se esqueceria do nosso aniversário de namoro e que saberia qual quantidade de açúcar colocar no meu café. Um cara que adoraria animais e que gostaria de brincar com as crianças. Um cara que eu olharia e logo pensaria “esse daí será um puta pai”.
Seria um cara que me ajudaria a escolher o nome dos meus filhos. Que saberia assoviar a minha canção preferida e que entenderia a minha desorganização. Um cara que me beijaria com suavidade, que morderia meu lábio e que me arrancasse suspiros. Um cara que agradasse a minha mãe e que me achasse a mulher certa para ser a mãe de seus filhos. Que não me trocaria por um jogo de futebol, nem por uma academia. Você seria um cara que saberia elogiar meu batom vermelho e a minha independência. Um cara que me lembraria todos os dias o quanto é grande o seu amor por mim.”
Theme por breakablehear-t; detalhes de dilacerar. DONT COPY !
Cada um sabe a alegria e
{. . .}a dor que traz no coração.
Oi :3 Ana Isabella, 15 anos, loira, alta, chata, divertida, ignorante, meiga, amiga, irritante, e sonhadora, como toda garota é !
Eu dou risadas escandalosas, choro quando alguma coisa me machuca, peço colo aos meus amigos, brinco com tudo e com todos, não tenho o cabelo sempre bonito nem mesmo as unhas, não acordo toda arrumada e muito menos de bom humor ! Mas sou feliz, e estou sempre sorrindo, independente do que esteja passando, pois o sorriso é a maior arma que alguém pode ter ;)